quarta-feira, 26 de março de 2014
I Congresso Brasileiro de Odontologia para Gestantes
Na foto estão: de gravata amarela o diretor da USP - São Paulo Prof. Dr. Waldyr Antonio Jorge, ao lado dele, Sandra Echeverria- presidente do Congresso de Odontologia de Gestantes, Paulo César Rédua - Presidente da Associação Brasileira de Odontopediatria, e Marcelo Bönecker - professor titular e chefe da cadeira de odontopediatria
Tive a grande oportunidade de participar do “I Congresso Brasileiro de Odontologia para Gestantes”, que aconteceu na USP-São Paulo nos dias 21 e 22 de março. Na comissão organizadora, como presidente, estava Sandra Echeverria e vice- presidente Maria Salete Nahas Pires Correa.
É difícil descrever o tamanho da importância deste evento. Pela grade de profissionais que estariam ministrando palestras eu já imaginava que seria um grande congresso, mas extrapolou a minha expectativa.
Foi um evento não somente com a presença de grandes profissionais, mas de profissionais apaixonados pela profissão, e que em vários momentos se emocionaram e nos fizeram emocionar.
A abertura do Congresso teve Marcelo Bönecker, professor titular e chefe da cadeira de odontopediatria da USP e o atual diretor da USP-São Paulo Prof. Dr. Waldyr Antonio Jorge que nos deu as boas vindas e ressaltou a importância para a odontopediatria de alguns profissionais como Myaki Issao, Antonio Guedes Pinto e Maria Salete Nahas Pires Correa.
Paulo César Rédua, presidente da Associação Brasileira de Odontopediatria, disse que esse Congresso é um marco para a divulgação da Odontologia para Gestantes. Ele acredita que ela será prática comum para promover a saúde bucal, assim como a odontologia para bebês. De acordo com Dr. Paulo o tempo se encarregara de mostrar a importância desses eventos, para formação de gerações livres de cáries.
Sandra Echeverria ressaltou a importância de Flávia Konishi na Odontologia para Gestantes e Luis Valter e Maria Salete na Odontologia para Bebês.
Fico muito feliz por poder estar presente neste evento, como também estive no “I Fórum Transdisciplinar de Odontopediatria: Os Bebês de um Novo Tempo”, em 2013, em Araraquara. Foram dois eventos com grande significado para nós, odontopediatras.
Acredito que a partir deste Congresso, e de outros que virão, teremos um protocolo para o atendimento as gestantes.
Parabéns a comissão organizadora, pois estava tudo perfeito.
segunda-feira, 10 de março de 2014
Primeiro Congresso Brasileiro de Odontologia para Gestantes
Muitos dizem que o ano começa só depois do carnaval... e para nós odontopediatras nada melhor do que começar participando do “Primeiro Congresso Brasileiro de Odontologia para Gestantes” que acontece nos dias 21 e 22 de março, na USP em São Paulo.
De acordo com a divulgação do encontro o objetivo é oferecer ao odontopediatra, em uma abordagem transdisciplinar, informações baseadas em evidências científicas que possibilitem o atendimento seguro da gestante em consultório odontológico e seu acompanhamento com foco nos aspectos educativos e preventivos, visando à saúde geral do bebê.
Os ministradores que estarão presentes são profissionais de grande gabarito como: Flavia Konishi (odontopediatra), Gabriel Tilli Politano (odontopediatra), Sandra Echeverria (odontopediatra), Fabian Calixto Fraiz (odontopediatra), Monica Barthelson (neonatologista), Marcelo Nomura (ginecologista) e Branca Heloisa de Oliveira (odontopediatra).
Acredito que o Fórum “A realidade da inserção da gestante nos programas das clínicas de bebês da UEL, FOUSP, USP Bauru e UNESP Araçatuba”, será de grande valia. Os profissionais que estarão representando as Universidades serão Profa. Dra. Leila Maria Cesário Pinto - UEL, Prof. Dr. Célio Percinoto - UNESP Araçatuba, Profa. Dra. Maria Salete Nahás- USP SP, e Profa. Dra. Maria Aparecida Machado - USP Bauru.
A abertura do Congresso será feita pelo Prof. Dr. Marcelo Bonecker - representando a FOUSP, Prof. Dr. Paulo Rédua - representando a ABO e pela Profa. Dra. Sandra Echeverria - presidente do Congresso.
E eu estarei lá !!!
De acordo com a divulgação do encontro o objetivo é oferecer ao odontopediatra, em uma abordagem transdisciplinar, informações baseadas em evidências científicas que possibilitem o atendimento seguro da gestante em consultório odontológico e seu acompanhamento com foco nos aspectos educativos e preventivos, visando à saúde geral do bebê.
Os ministradores que estarão presentes são profissionais de grande gabarito como: Flavia Konishi (odontopediatra), Gabriel Tilli Politano (odontopediatra), Sandra Echeverria (odontopediatra), Fabian Calixto Fraiz (odontopediatra), Monica Barthelson (neonatologista), Marcelo Nomura (ginecologista) e Branca Heloisa de Oliveira (odontopediatra).
Acredito que o Fórum “A realidade da inserção da gestante nos programas das clínicas de bebês da UEL, FOUSP, USP Bauru e UNESP Araçatuba”, será de grande valia. Os profissionais que estarão representando as Universidades serão Profa. Dra. Leila Maria Cesário Pinto - UEL, Prof. Dr. Célio Percinoto - UNESP Araçatuba, Profa. Dra. Maria Salete Nahás- USP SP, e Profa. Dra. Maria Aparecida Machado - USP Bauru.
A abertura do Congresso será feita pelo Prof. Dr. Marcelo Bonecker - representando a FOUSP, Prof. Dr. Paulo Rédua - representando a ABO e pela Profa. Dra. Sandra Echeverria - presidente do Congresso.
E eu estarei lá !!!
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
CIOSP 2014 teve a presença de Jo E. Frencken, da Holanda
Jo E. Frencken iniciou sua aula dizendo que devemos fazer de tudo para mantermos os dentes saudáveis, por toda a vida, e que toda criança deveria ter uma boca saudável.
Ele é totalmente a favor da prevenção e da odontologia de mínima intervenção, evitando reparos de grande extensão. Com essa odontologia conservadora é possível, muitas vezes, realizar o tratamento sem a necessidade da criança tomar anestesia.
Para evitarmos que a criança desenvolva cárie é preciso um diagnóstico adequado do risco de cárie, para adotarmos as medidas preventivas adequadas. Com essas medidas não há como a cárie se desenvolver. É preciso educar a população sobre a importância da prevenção. É preciso capacitar os pais para que ajudem seus filhos com uma boa higiene bucal e com cuidados com a alimentação.
Ele ressalta que ainda há muito trabalho a ser feito, pois muitos colegas ainda acreditam e confiam apenas na remoção com brocas e grande desgaste do dente. “Hoje em dia queremos colocar o uso do ‘motorzinho’ (alta rotação) em 2º lugar”, ressaltou.
E mais uma vez, a mensagem é que a prevenção é a solução. Devemos todos dar ênfase a ela.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Odontologia Intrauterina e do Bebê: um novo olhar da odontopediatria
Eu os chamei de “Quinteto Fantástico”, pois são cinco grandes profissionais da odontopediatria. O ano passado, no CIOSP, eles também estiveram presentes e, como sempre, foi muito bom ouvi-los... sempre com a sala lotada, as vagas esgotadas.
A Profa Dra. Flávia Konishi iniciou falando que vemos tantos avanços na odontologia com relação a técnicas e materiais, mas ainda recebemos crianças com cárie. Isso nos leva a crer que falta educação dos pais.
Em 1990, na Revista da Aboprev, já se falava dos cuidados odontológicos e educação durante a gestação. Assim, podemos ter a certeza que esse é um trabalho de “formiguinhas”, educação e conscientização. Prevenir é tão mais fácil e gratificante, mas por que é tão difícil conscientizar a população?
Como foi dito pela Dra. Flávia é muito difícil os pais assistirem seus filhos recebendo tratamento odontológico, quando estes não estão condicionados, muitas vezes choram, se debatem querendo sair da cadeira. Por isso é necessário educar esses pais, para que não haja a necessidade de seus filhos passarem por tratamentos restauradores, apenas preventivos.
Educar prevenindo. Prevenir educando. Essa é a melhor solução.
Acredito que ainda há necessidade de mais divulgação nos meios de comunicação e em escolas, para que, cada vez mais, cheguem a nosso consultório apenas crianças para realizar a prevenção.
A Profa Dra. Leda Mugayar, nos falou sobre o Pré-Natal Odontológico e relatou que estamos mais avançados neste atendimento do que os Estados Unidos, país em que ela vive e é professora na Universidade da Flórida. Ela ressaltou que o período pré- natal é uma oportunidade ímpar para prevenção primária.
De acordo com a Dra. Leila, muito do desenvolvimento futuro da criança pode ser determinado na vida intrauterina.
Frequentemente, alterações relacionadas à saúde bucal tiveram início na gestação.
O Prof Dr. Paulo Rédua falou sobre “Considerações Sobre o Uso de Fluoretos na Gestação e no Atendimento ao Bebê”, e começou nos fazendo a seguinte pergunta: Quem precisa de flúor? E a resposta: quem tem dentes e açúcar (sacarose) na dieta. A cárie é uma doença multifatorial causada pelo acúmulo de placa, presença de bactéria e de sacarose e que depende de vários fatores:
* Tempo que o biofilme está presente;
* Ausência de limpeza satisfatória; e
* Frequência alimentar (açúcar).
Ela pode ser controlada pela:
- Desorganização periódica do biofilme dental (necessária);
- Restrição da ingestão do açúcar (desejável); e
- Utilização racional de fluoretos (indispensável).
Segundo o Dr. Paulo o flúor é o único agente que reduz a cárie. É necessário prevenir agora para um futuro livre de cáries.
Eu não me canso de falar como a prevenção é simples, sem complicações, desde que os pais adotem essa ideia. Eles precisam ser nossos parceiros, para que juntos consigamos fazer com que seus filhos cresçam sem cáries.
O Prof. Dr. Gabriel Tilli Politano, nos trouxe inúmeros casos clínicos de remoção cirúrgica de freio labial superior e freio lingual em bebês. Abordou também o atraso da irrupção em bebês e dos dentes natais e neonatais. Mesmo com poucos dias de vida, muitas vezes é necessário fazer a remoção cirúrgica de freios que possam estar atrapalhando o bebê a mamar. Foi um grande aprendizado assistir todos os casos clínicos relatados.
O Prof. Dr. Marcelo Bönecker falou sobre “Tratamento Clínico de Cárie, de Trauma e Erosão em Bebês”. O que mais me chamou a atenção foi o número de crianças entre 03 a 04 anos que já tem erosão - 50%. É um grande número e isto mostra que além da doença cárie, há necessidade também de orientar os pais dos cuidados para evitar a erosão dentária. A erosão pode acometer tanto os dentes de leite, como os permanentes, que sofrem perda progressiva da estrutura dentária, em decorrência a exposição crônica a ácidos de origem não bacteriana. Os ácidos podem ser de alimentos, bebidas, medicamentos e também oriundos de refluxo gastroesofásico e bulimia.
A realização de um diagnóstico preciso é fundamental para a implementação de medidas preventivas e de controle da erosão. Se não tratarmos, a erosão pode ocasionar perdas extensas de estrutura dental, podendo a criança sentir dor, ter comprometimento estético e de dimensão vertical, ter envolvimento pulpar (canal) podendo afetar a qualidade de vida da criança, ou até mesmo o adulto com erosão.
Para prevenir a erosão deve haver uma mudança de hábitos alimentares, como por exemplo, diminuir alimentos e bebidas ácidas nos intervalos entre as refeições. Após ingerir alimentos ácidos fazer um bochecho com água e aguardar até 1 hora para realizar a escovação. Podemos também fazer o uso de canudo na região posterior da boca para bebermos sucos ou refrigerantes, evitando assim o contato direto do líquido com os dentes. Com relação à bulimia e refluxo gastroesofásico, há necessidade de acompanhamento médico. Esse tema merece um novo post.
Para finalizar a Profa Dra. Flavia Konishi nos mostrou os resultados das últimas pesquisas em relação à Odontologia Intrauterina. Fiquei muito feliz quando vi o resultado da minha pesquisa com as gestantes, realizada em 2009, a qual a Dra. Flavia foi minha orientadora. O resultado esta em post anteriores nesse blog.
Espero poder encontrar novamente o “Quinteto Fantástico” no CIOSP 2015.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Como se formam e o tratamento para as manchas de esmalte
No segundo dia do CIOP 2014 tive a oportunidade de ouvir a Profa Dra Flavia Konishi e a Profa Dra Sandra Kalil Bussadori (foto). As duas relataram que estamos conseguindo diminuir as crianças com cáries, mas no momento temos um aumento de crianças que possuem dentes nascendo com manchas.
Mesmo as crianças que nunca tiveram cáries nos dentes de leite, podem ter dentes com má formação.
De acordo com a Dra Flávia, a formação dos dentes decíduos (dentes de leite) se inicia na sexta semana de vida intrauterina, e os dentes permanentes durante o quarto mês de vida intrauterina. Desta maneira, qualquer alteração que interfira no desenvolvimento do feto pode afetar a dentição em formação. Condições desfavoráveis durante a gestação podem trazer alterações nos dentes em fase de formação e mineralização. (alguns exemplos são: uso de medicamentos, infecções, carências nutricionais, tabagismo e álcool e a exposição a poluentes).
Temos alterações da forma, estrutura ou cor do dente, que podem comprometer a estética do dente. É preciso conhecer cada uma delas para determinar o melhor tratamento.
Segundo a Dra Sandra, de acordo com a fase de formação do dente na qual ocorrem as interferências, os defeitos podem se apresentar das mais variadas formas como manchas, sulcos, depressões e ausência de esmalte. Essas características dependem, também, da intensidade e duração do fator causador. A etiologia de alteração pode ser exógena e endógena.
Um dos maiores desafios atuais dos pesquisadores brasileiros é a de descobrir a causa e o tratamento da MIH (hipomineralização de molares e incisivos). Há dificuldade em determinar o momento que ocorre e as causas dessa má formação.
Algumas crianças que tem o problema se queixam de sentirem dor ao comer ou ingerir alimentos e ao escovarem o dente em questão. Alguns dentes erupcionam apenas com a mancha amarelada, outros apresentam porosidade.
Com relação a MIH, alguns pesquisadores relatam que ela pode ser ocasionada devido a alguma infecção que a criança possa ter tido na época de formação dos dentes em questão. Também já foi associada ao Bisfenol A, componente do plástico de mamadeira e chupetas que, quando aquecidos ou congelados, acelera o desprendimento de moléculas de BPA. A decisão é baseada em estudos recentes que apontam riscos à saúde decorrentes da exposição à substância. Ela está presente no policarbonato, usado na fabricação de produtos plásticos como mamadeiras, chupetas, potes, escovas de dente, copos, cadeiras e no revestimento interno de latas de bebidas e alimentos.
Segundo a Vigilância Sanitária, apesar de não haver resultados conclusivos sobre o risco da substância, a proibição visa proteger crianças com até 12 meses de idade. Desde 2011 a Anvisa proibiu uso do Bisfenol A.
Tivemos a oportunidade de assistir diversos tipos de má formação e seus tratamentos que merecem um post especial.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Simpósio da Colgate - Aliança Para Um Futuro Livre De Carie
A Colgate nos proporcionou uma palestra sobre a ACFF (Aliança Para Um Futuro Livre De Carie), com Jaime Cury, Lívia Maria Andaló Tenuta e Marcelo Bönecker, que é o presidente da Aliança no Brasil. A atividade acontece durante o 32º Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo.
O Prof Dr Jaime Cury iniciou sua explanação falando da cárie. Segundo ele, desde a década de 80 e 90 foram mudando o conceito de cárie. Hoje sabemos que ela é uma doença multifatorial, que depende do açúcar ingerido e não somente da bactéria. O fato é que a cariogenicidade da dieta é determinante para o desenvolvimento da cárie. Ela não é resultado da deficiência de fluoretos, porém o fluoreto é o único agente que reduz a velocidade de progressão das lesões, de forma significativa.
Para o controle da cárie, além do flúor, há necessidade de uma boa higiene bucal e dieta controlada de produtos açucarados. O Brasil foi campeão mundial de cárie. Hoje, com a prevenção e orientação, conseguimos a redução. As lesões de carie só aparecem em superfície onde se formam biolfilme (placa bacteriana) e estes ficam lá por muito tempo. A bactéria causadora da cárie, sozinha, não desenvolve a doença.
De acordo com a Dra. Lívia Tenuta precisamos de estratégias individuais e coletivas para o controle da cárie. Devemos associar fluoreto (de acordo com a necessidade de cada indivíduo), dieta e higiene bucal.
O Dr. Marcelo explicou o que é a AFCC. “A Aliança para um Futuro Livre de Cárie é a união de um grupo mundial de experts, para promover ações clínicas e de saúde pública integradas, a fim de impedir a instalação e progressão da cárie, com o intuito de avançar para um Futuro Livre de Cárie em todas as faixas etárias da população. Acima de tudo, o grupo acredita que a ação global colaborativa é necessária para desafiar os líderes globais e outros interessados a aprender a importância da cárie como uma doença evolutiva, e a participar de ações que forneçam abrangente prevenção e manejo da cárie, que possa influenciar positivamente no problema. Ao trabalhar em uma escala global, regional e local, a Aliança desafia essas partes interessadas a impedir a cárie agora, e obter um Futuro Livre de Cárie.”
Essa ação deve:
- garantir que a prevenção com estratégias de fluoreto apropriadas esteja em vigor; e
- promover o controle preventivo das lesões iniciais da cárie através da educação, para mudar o comportamento humano e o uso das tecnologias apropriadas, com base em evidências.
Objetivos
* Em 2015, 90% das faculdades de odontologia e associações odontológicas terão adotado e promovido a “nova” abordagem de “cárie como continuum” para melhorar a prevenção e gestão da cárie dentária.
* Em 2020, os membros regionais da Aliança para um Futuro Livre de Cárie deverão estar integrados.
De acordo com dados do Ministério da Saúde , de 2010:
53,4 % de crianças de até 05 anos têm cárie
56,5% de crianças até 12 anos têm cárie
76,1 % de jovens entre 12 a15 anos têm cárie
99,1% de adultos entre 35 a 40 anos têm cárie
99,8 % de adultos 65 a 74 anos têm cárie
O prof Marcelo terminou sua explanação convidando a todos os participantes a se unirem a Aliança, para que juntos consigamos um Futuro Livre Cárie.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Ciosp 2014
Começando mais um ano de trabalho com muita energia e a expectativa de que seja um ano repleto de boas realizações.
Mês de férias é sempre mês de muito trabalho. Além dos pequenos que vejo sempre, recebo a visita dos que fazem faculdade fora, e daqueles que frequentam o consultório quando passam as férias nas casas de parentes.
Em janeiro também temos o 32º Ciosp (Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo). Para mim esse é o maior evento da odontologia no Brasil. Profissionais de todas as especialidades, reunidos para atualização.
Este ano o Congresso será realizado entre os dias 30 de janeiro e 02 de fevereiro, e mais uma vez será no Expo Center Norte. Espera-se receber mais de 100 mil visitantes nos três pavilhões do Centro de Convenções e Exposições – onde haverá mais de 220 expositores nacionais e internacionais.
Mas, do ponto de vista científico, o grande ganho desses quatro dias de evento é o conhecimento. Serão mais de 300 horas de cursos, workshops, fóruns e hands on – onde será possível aprender na prática. Na opinião de Wilson Chediek, que preside esta edição do evento, “os ganhos que um congresso desse porte oferece para a população, em geral, são muitos, já que todos os envolvidos, direta ou indiretamente, com a odontologia terão acesso a tudo o que está sendo desenvolvido em termos de técnicas, materiais e pesquisas científicas”.
Segundo a assessoria do Congresso, durante o evento o Programa Brasil Sorridente realizará o 2° Encontro Nacional, para comemorar os seus 10 anos e propor novas discussões e diretrizes a todos os agentes envolvidos, em maior ou menor grau, nesse que é o maior programa de saúde bucal do mundo – alcançando a marca de 90% de todas as cidades brasileiras com equipes de cirurgiões-dentistas, auxiliares e técnicos em saúde bucal do SUS.
De acordo com o coordenador da programação científica do 32º CIOSP, Andre Callegari, cirurgiões-dentistas e estudantes poderão se atualizar com os melhores profissionais de cada segmento da odontologia, tanto nacionais como internacionais – ampliando seu conhecimento técnico-científico.
Vale ressaltar que a nova edição do congresso trará novidades, também, para auxiliares e técnicos em saúde bucal, além de técnicos em prótese dentária. “Os temas são muitos e variados. Além daqueles voltados à pesquisa científica e à indústria de materiais e equipamentos, também será possível saber mais sobre biossegurança, políticas públicas de prevenção de cárie e tratamento odontológico”.
Além dos destaques internacionais, Callegari destaca a expertise dos mais de 230 cirurgiões-dentistas que ministrarão os demais cursos nos 13 auditórios do Expo Center Norte e na APCD Central – onde, diariamente, haverá workshops e treinamento presencial (hands on). “Todas as especialidades estarão muito bem representadas e se apoiam em conteúdos sólidos e atualizados.”
Novamente escolhi o módulo “Da Gestação a Maturidade”, pois nele encontro cursos relacionados à odontopediatria, odontologia intrauterina e odontologia preventiva. Sempre um encontro de profissionais de grande gabarito, nos trazendo o que há de mais recente na odontologia. Merece destaque neste módulo é o curso do Prof Jo E Frencken, da Holanda, que estará abordando o tema “Odontologia de mínima intervenção: a importância da abordagem do tratamento restaurador atraumático e o ionômero de vidro.”
Será uma grande oportunidade para encontrar amigos e aprender.
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