segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Simpósio Latino-Americano de Hipomineralização de Molares e Incisivos

Atualmente, a Hipomineralizacão de Molares e Incisivos (HMI) é uma das maiores preocupações de pesquisadores de todo o mundo.

Nos dias 16 e 17 de setembro, a cidade de Araraquara sediará o “I Simpósio Latino-Americano de Hipomineralização de Molares e Incisivos”. O evento será realizado na Faculdade de Odontologia da Unesp.

De acordo com o site do evento, a HMI se tornou o maior desafio da odontopediatria moderna.

A prevalência, etiologia, critérios de diagnóstico, características clínicas e opções de tratamento são motivo atual de pesquisas em todo mundo.

Infelizmente, mesmo com todos os estudos, nós podemos ver crescendo o número de crianças com HMI e as pesquisas são inconclusivas. Diante deste contexto, o Grupo de Pesquisa “Estudo da Hipomineralização Molar-Incisivo”, do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), convida para o Simpósio, que tem como objetivo discutir, de forma dinâmica e integrada, conhecimentos gerados até hoje com relação a essa condição. Estarão presentes professores especialistas e experientes na HMI, da Argentina, Brasil, Chile e Colômbia. Além disso, serão selecionados trabalhos nas modalidades caso clínico e pesquisa, onde a troca de experiências entre palestrantes e participantes será encorajada.

Durante o Simpósio será possível a interação entre os participantes que estão fora do Brasil com todo o evento, por meio de uma sala virtual conectada a Internet, disponibilizada pela Faculdade de Odontologia da Universidade CES (Colômbia) e com apoio do CES Virtual.

Em meu consultório, como no de muitos amigos odontopediatras, o número de crianças com a presença de HMI aumenta assustadoramente. Irei participar com a esperança de que possa trazer, para os meus pequenos, soluções que os ajudem a conviver melhor com a HMI, até que nossos pesquisadores cheguem a um contexto e possamos, finalmente, ajudá-los de forma definitiva.


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O Retrato da Saúde Bucal no Estado de São Paulo

Fazendo a minha leitura diária encontrei, na revista do CRO, a reportagem “O Retrato da Saúde Bucal no Estado de São Paulo”.

O levantamento foi coordenado pelo professor Antonio Carlos Pereira da Unicamp, por Vladen Vieira (da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo) e por Antonio Carlos Frias da FOUSP. O levantamento envolveu 17.560 pessoas de 162 municípios e revelou indicadores surpreendentes sobre as condições bucais da população paulista, em 2015. Envolveu mais de 600 profissionais, de mais de 250 equipes de saúde bucal.

De acordo com a reportagem, a ideia é que os resultados desse levantamento permitam um melhor conhecimento da situação epidemiológica e das condições bucais no Estado, de modo a servir de orientação e base para o planejamento e a execução de políticas públicas.

Os indivíduos que integraram a amostra foram divididos em três grupos etários: adolescentes (de 15 a 19 anos); adultos (de 35 a 44 anos); e idosos (65 anos ou mais).

O percentual dos entrevistados que acreditam que necessitam de tratamento odontológico foi: 62,74% dos adolescentes; 77,86% dos adultos; e 59,89 % dos idosos.

O índice de CPOD (dentes cariados, perdidos por cáries e restaurados) é de: 3,57% para adolescentes; 15,84% para adultos; e 59,89% para os idosos.

Essa prevalência de cárie no adolescente é moderada (3,57%). De acordo com a reportagem, embora esta seja melhor do que as médias verificadas no levantamento estadual de 2002 (6,4) e nos dados da região Sudeste no Levantamento Saúde Bucal Brasil 2010 (3,83). O percentual de livres de cárie deu um considerável salto de 2002 para 2015 (de 9,7 % para 28,96 %).

Nos adultos ainda persiste um alto número de dentes extraídos (6,30), embora se observe melhoras na última década (eram 11,25 em 2002).

A pesquisa apontou que 56,18% dos adolescentes entrevistados necessitavam de tratamento odontológico, assim como 39,17 % dos adultos e 47,69 % dos idosos.

Quando questionados se sentiram dor durante os últimos seis meses, o resultado foi: 27,38 % dos adolescentes, 39,81% dos adultos e 25,09 dos idosos, disseram ter sentido dor. Isso é preocupante, pois afeta a qualidade de vida, atrapalha a alimentação, o sono, trabalho, e todo o dia a dia.

Em relação ao uso de próteses dentárias: 1% dos adolescentes, 19,94% dos adultos e, infelizmente, 79,96 % dos idosos relataram fazer uso.

Numa avaliação da própria saúde bucal, o resultado obtido foi: 60,24% dos adolescentes, 39,93% dos adultos e 52,99% dos idosos se disseram satisfeitos ou muito satisfeitos.

Em relação ao uso dos serviços odontológicos: 96,58% dos adolescentes foram ao cirurgião-dentista pelo menos uma vez na vida, sendo que 57,17% o fizeram nos últimos 12 meses e 83,99% avaliaram a consulta como boa ou muito boa. Entre os adultos 99,03% consultaram o cirurgião-dentista uma vez na vida e 51,01% o fizeram nos últimos 12 meses; sendo que 82,75% avaliaram a consulta como boa ou muito boa. Já entre os idosos o resultado foi: 98,12% alguma vez consultaram o cirurgião-dentista e 27,67% o fizeram nos 12 meses; e 79,82% consideraram boa ou muito boa a última consulta.

O estudo relatou necessidade de tratamento de endodontia (canal): 4,20% dos adolescentes, 6,31% dos adultos e 1,78% dos idosos.

Necessitam de exodontia (extração): 6,80% dos adolescentes, 17,26% dos adultos e 20,14% dos idosos.

Em relação às condições periodontais o resultado obtido foi:
- adolescentes: 55,92% sem doença periodontal, 33,49 % com sangramento, 31,49% com cálculo e 8,42% com bolsas rasas ou profundas.
- adultos: 26,25% sem doença periodontal, 44,88% com sangramentos, 57,33% com cálculo e 27,12% entre os com bolsas rasas ou profundas.
- idosos: 3,69% sem doença periodontal, 44,90% com sangramento, 60,63% com cálculo e 37,53% com bolsas rasas ou profundas.

A pesquisa nos mostra uma melhora no quadro de saúde bucal, mas o número de pessoas que necessitam de restaurações, extrações e tratamento de canal ainda é elevado. No tocante a necessidade de prótese os números vêm caindo, o que é muito bom. Porém, em relação aos idosos é preocupante o número que utiliza prótese.

Acredito que se nossos governantes se voltarem para prevenção como fator fundamental para a formação de uma Geração sem Cáries, e investirem nisso, poderemos ter uma mudança ainda maior neste quadro.

A conscientização da população não é fácil. O trabalho preventivo começa com a gestante e, com a erupção do primeiro dentinho a criança já deve visitar o consultório do dentista.

É preciso um trabalho educativo e que as pessoas se conscientizem da importância dos cuidados com a dentição de leite. As crianças devem ser orientadas a cuidar de seu sorriso. Somente assim conseguiremos ter adultos com um sorriso saudável. O custo com a prevenção será bem menor e é indiscutível o benefício que traz.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Vamos nos atualizar?


O segundo semestre de 2016 está repleto de boas oportunidades de atualização e aprendizado. No dia 12 de agosto, a ABO (Associação Brasileira de Odontologia) de Brasília oferece palestra com o Prof. Dr. José Carlos P. Imparato, com o tem “Uma nova visão sobre as decisões de tratamento da cárie aproximando a evidência da prática.”

Também em agosto teremos o 7º Congresso de Odontopediatria APCD – ABO, em São Paulo, entre os dias 25 e 27 de agosto. Diversos profissionais irão desenvolver vários temas de grande importância para a odontopediatria.

Em setembro terá início, na APCD de Araraquara o curso de “Capacitação em Odontopediatria”, com duração de 10 meses.

Já entre os dias 16 e 17 de setembro, a ABO de Brasília oferecerá palestra com a Profª Drª Flavia Konishi - “Pré-natal odontológico” e a Profª Drª Maria Salete - “Odontologia na primeira infância e gestão comportamental em odontopediatria.”

Ainda em setembro, nos dias 16 e 17, em Araraquara, acontece o “I Simpósio Latino Americano de Hipomineralização de Molares e Incisivos”, com vários mestres transmitindo o que há de mais moderno.

No sul do Brasil, Porto Alegre sediará nos dias 29 e 30/9 e 1/10 acontece o “I Congresso Internacional de CarioBra (Cariologia).”

Em outubro, nos dias 06 e 07, Araçatuba sedia o “12º Encontro Nacional” e o “2º Encontro Internacional de Odontologia para Bebês.”

Na APCD de Araraquara acontece a “Capacitação em Odontologia Intrauterina”,  nos dias 27, 28 e 29 de outubro; e nos dias 28 e 29 de outubro, tem início o curso “Odontopediatria para Especialistas”, com duração de seis meses.

Colegas de profissão: não fiquem de fora. Façam suas escolhas de acordo com suas necessidades e a de seus pacientes. Eu já fiz. Atualizar é necessário!!!

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Aproveite as férias para cuidar da saúde bucal


Férias é um período para relaxar, se divertir, fazer programas diferenciados e comer muitos quitutes gostosos. Mas também é quando se tem tempo hábil para procurar os profissionais de saúde e checar se está tudo bem, entre eles o odontopediatra.

Sorrir traz e distribui energia, mas esse sorriso deve estar saudável. Relaxe, aproveite, brinque, mas não se esqueça da escova, creme e fio dental, especialmente depois de comer aqueles quitutes que vovós, tias e madrinhas adoram preparar.

De acordo com uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, pela organização privada e sem fins lucrativos Ad Council, três em cada quatro pais admitem que seus filhos esquecem de escovar os dentes. E mesmo a cárie sendo a doença crônica mais comum na infância, a saúde bucal dos filhos não é vista como uma prioridade para os pais entrevistados.

Lembre-se que atualmente é possível que os nossos filhos cresçam sem cáries, mas para isso é necessário disciplina e uma ação conjunta dos pais, profissionais e crianças.
Ter uma vida atribulada não é motivo para negligenciar a saúde dos nossos filhos. Se eles tiverem a doença cárie, fomos nós que falhamos.

A odontologia preventiva é a odontologia atual. Com ela evitamos que as crianças precisem de tratamentos, muitas vezes traumáticos, tanto para a elas como para os pais, além de onerosos. Segundo a Organização Mundial de Saúde a cada um dólar gastos em prevenção economizamos 33 dólares em tratamentos curativos.

Férias também é quando recebo no consultório a visita das “minhas crianças grandes”. Elas retornam com novidades da rotina, mas nunca esquecendo da importância que a prevenção tem em suas vidas. É muito gratificante saber que esses jovens nunca tiveram uma cárie, afinal, mesmo com os avanços tecnológicos da odontologia, não há nada melhor que um dente íntegro.

Prevenção Odontológica – Uma Atitude Inteligente!!!

Mais informações: (17) 3234-3809

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Medo de dentista pode passar de pai para filho



Muitas crianças têm medo do dentista mesmo sem terem tido alguma experiência no consultório. Ir ao dentista é uma das obrigações que nós temos, da mesma forma que a visita ao médico é necessária para prevenção de muitas doenças. A criança está na dependência dos pais para que possa ir ao dentista e ter os cuidados necessários com a sua saúde bucal. Portanto, é dever dos pais zelar pela saúde de seus filhos.

Sei que o cenário do dentista, há anos atrás, não era nada agradável e muitos pais não se sentiam a vontade com o ambiente com jalecos... roupas brancas... máscara... agulhas... seringas... boticões... brocas... barulho do motor... e, principalmente, por  não irem ao consultório para prevenção e sim para realizarem um tratamento que muitas vezes era extenso. Muitos pais têm trauma do dentista, mas devem evitar passar o seu medo para a criança. O comportamento da criança, muitas vezes é reflexo dos pais. Por isso, trabalhe o seu medo do dentista e não comente sobre o seu trauma mal resolvido perto de seu filho.

Em uma das diversas pesquisas realizadas sobre medo de ir ao dentista foi relatado que 50% têm medo. Em relação a odontofobia (aqueles que não vão ao dentista de forma alguma, por conta do medo) o número varia de 15% a 20%.

Muitas vezes, quando vou chamar a criança para entrar ouço o comentário dos pais: vamos lá que não vai doer nada. A criança é esperta e, a partir do momento que ouve que não vai doer nada, ela fica desconfiada. Quando você vai leva-la a uma festa ou algum passeio você também diz: vamos lá que não vai doer nada? Acredito que não. Então, não comente nada antes de leva-la ao consultório. Deixe que o profissional aja da maneira correta para que a visita ao dentista seja a mais natural possível.

A gravidade é, ao desistir de visitas periódicas ao dentista para prevenção ou de realizar um tratamento podemos aumentar a incidência de cáries, doenças periodontais, tratamentos extensos e mais onerosos. Sem contar que problemas bucais não tratados podem gerar problemas na saúde geral.

Você pode ajudar o seu filho a não ser mais um odontofóbico levando-o ao dentista logo que os primeiros dentinhos erupcionarem. Assim receberá toda orientação necessária para ajudar o seu filho a crescer sem cáries e a enxergar o dentista como um amigo.

É muito importante a procura de um especialista (odontopediatra), pois ele saberá criar um vínculo de afetividade com a criança tornando as visitas ao consultório agradáveis. Somente ele poderá sanar as dúvidas e inseguranças dos pais. Ele saberá qual técnica de condicionamento que deverá utilizar para que a criança se sinta segura. De acordo com a idade de cada criança, o profissional irá mostrar a importância dos cuidados com a higiene bucal e as visitas ao dentista. Poderão ser usado DVDs, livros, manequins, etc.

Um fator muito importante é que os pais valorizem a prevenção odontológica, levando seus filhos ao consultório e evitando que visita ao dentista seja somente em uma situação de emergência e de dor.
Não teremos como tornar a visita ao dentista natural e agradável se a criança só é levada nestas situações ao consultório. Outro fator importante é não usar o dentista como ameaça a criança, como por exemplo: se você não escovar os dentes, vou levá-lo ao dentista para tomar uma injeção; ou ainda: se você não fizer isso, vou levá-lo ao dentista para arrancar todos os seus dentes.

Uma pesquisa da Brunel University de Londres aponta que 30% dos pacientes evitam ou adiam a visita ao dentista por causa do barulho da broca. No consultório não trabalho mais com o “antigo motorzinho”. O novo aparelho é mais silencioso e não corta tecido moles, sendo assim é muito mais seguro para o atendimento da criança. Sem contar que o uso da anestesia, na maioria das vezes, é desnecessário.

O medo de ir ao dentista é conhecido há muitos anos. A imagem formada é de um ambulante que fazia extrações (arrancava os dentes) na rua, em feiras na frente de toda a população. As técnicas não eram de se elogiar.

Mas hoje as técnicas e a ciência evoluíram e, juntamente com a conscientização da população, podem fazer a visita ao dentista ser um momento rotineiro e sem medo.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Chupetas: saiba quando introduzir e quando retirar da rotina do bebê


A sucção é importante para satisfazer necessidades nutritivas, psicológicas e emocionais da criança e faz parte do desenvolvimento psicomotor na infância. Porém, a sucção do dedo ou chupeta é extremamente prejudicial para as arcadas dentárias, causando problemas graves como estreitamento na maxila e mordida aberta. O estreitamento da maxila leva ao posicionamento inadequado (mal oclusão) do tipo mordida cruzada. Na mordida aberta os dentes anteriores não se tocam, e pode levar ao outro mal hábito, que é a interposição lingual.

Ambos os casos são prejudiciais ao desenvolvimento dento facial e devem ser corrigidos o quanto antes. Após a correção ortodôntica, deverá ser realizada uma avaliação pelo fonoaudiólogo, para que não aja reincidência do problema. Se o hábito persistir na dentição permanente, os dentes se posicionarão conforme a deformidade das arcadas e agravarão os procedimentos de correção ortodôntica.

A questão é que, no primeiro ano de vida a boca é a região mais importante do corpo, e a sucção uma resposta natural própria dos humanos. A partir da 29ª semana de vida intrauterina já se observa a sucção, que tem como função básica a alimentação, visando à ingestão do leite materno. Entretanto ela pode representar um mecanismo para descarregar energia e tensão, servindo como fonte de prazer. A partir da sucção a criança vai desenvolver outras funções bucais, como a mastigação, deglutição e fonação.

A questão é que, toda criança necessita da sucção. Algumas saciam a fome e a necessidade de sucção ao mesmo tempo, por isso não tem a necessidade da chupeta ou dedo. Para as crianças que não conseguem saciar as duas coisas ao mesmo tempo é melhor escolher a chupeta do que o dedo. O ideal seria sempre oferecer o peito, mas se torna difícil para a mulher, quando necessários muitos momentos de sucção. Eu mesma fiz um teste com meu filho, quando era bebê, deixei ele ficar o tempo necessário, e foram quatro horas no peito.

Por outro lado, existem hábitos bucais nocivos que podem alterar o padrão normal do crescimento craniofacial, entre eles está o distúrbio de sucção não nutritiva, como chupeta e dedo, e os distúrbios funcionais, mastigação, respiração e deglutição.

Colocar as coisas na boca é a maneira que ele tem de aprender e descobrir seu mundo. Com ou sem a chupeta, o bebê descobrirá rapidamente que seus próprios dedos e mãos são bons para chupar. Segundo alguns estudos médicos, tanto as chupetas como os dedos e polegares, podem causar incômodos dentais.

Chupetas

O uso da chupeta tem seus prós e contras. A principal vantagem é acalmar o bebê e ajudá-lo a dormir. Ao sugar, os batimentos cardíacos do bebê ficam mais regulares. A necessidade de sucção do bebê é mais forte durante os primeiros meses de vida. Alguns autores aconselham o uso de chupeta ortodôntica desde os primeiros dias de vida até, no máximo, um ano e meio a dois anos. A troca do dedo pela chupeta demanda tempo, sendo necessária a persistência da mãe.

Na grande maioria das vezes, chupar chupeta pode transformar-se em um fator de desequilíbrio para a musculatura e para o posicionamento dos dentes nas arcadas. Pode influenciar negativamente o crescimento e desenvolvimento dos ossos da face, além de alterar o padrão correto da deglutição e induzir a respiração pela boca, pois os lábios se tornam flácidos, com tendência a manterem-se afastados, mesmo nos períodos em que o uso de chupeta for cessado.

A alteração mais frequente em quem chupa chupeta é a mordida aberta anterior, seguida da mordida cruzada posterior e de alterações na musculatura de lábios, língua e bochechas, que podem acarretar alterações funcionais na deglutição, na respiração e na fala.

Dedo

O dedo tem calor, odor e consistência muito aproximados aos do mamilo materno, além de estar sempre presente, o que torna sua remoção mais difícil que a chupeta. As crianças que não tiveram contato com a chupeta podem desenvolver o hábito de chupar o dedo. Destas, a maioria persiste com o hábito após os três anos de idade. Em comparação, menos de um terço das crianças que usa a chupeta continuam com ela depois dos três anos de idade.

Crianças que chupam o dedo apresentam: mordida aberta anterior e acentuada; incisivos superiores vestibularizados; incisivos inferiores verticalizados; trespasse horizontal acentuado; e mordida cruzada posterior.

Informações gerais sobre a sucção de chupeta e dedo
- Todas as crianças necessitam sugar e mastigar, mas quando essa atividade permanece por longos períodos ela se torna um hábito perigoso. O prejuízo do dente está diretamente relacionado ao fator tempo, quanto mais a criança permanece com o hábito, maior a chance de os dentes se desenvolverem em posições inadequadas. O hábito deverá ser mudado até os dois anos de idade.
- Se a crianças mamou no peito ou mamadeira de maneira adequada, o início da retirada da chupeta deverá ocorrer por volta dos seis ou sete meses de idade, quando chega o primeiro dente. A partir desse momento desenvolve-se toda a potencialidade para o início da mastigação, e por volta dos 18 meses a criança já não necessitará mais da chupeta ou dedo.
- O bico da chupeta deve ser ortodôntico, corresponder ao formato do palato e ser usada da maneira correta. Verifique se há algum sinal para que indique sua posição correta. Ela também deve ter o tamanho adequado para a idade da criança.
- O bico deve estar intacto, sem buracos ou rachaduras, de tal forma que ela não se desfaça em pedaços na boca da criança. Os pais devem puxar o bico para testar e trocar a chupeta assim que o bico demonstrar sinais de uso.
- A chupeta só deve ser dada no momento de ansiedade e tensão do bebê.
- Se a criança de início usar a chupeta para adormecer, os pais podem retirá-la assim que ela pegar no sono.
- Usar a chupeta somente para satisfazer as necessidades básicas de sugar, em geral mais acentuadas nos três primeiros meses.
- Nunca criticar, ridicularizar ou aplicar uma punição à criança por estar sugando o dedo ou a chupeta. Essas atitudes podem reforçar o hábito.
- Pais e profissionais têm papéis fundamentais na hora da remoção do hábito. O profissional deve, através de slide e fotos, mostrar dentes bonitos e feios, e explicar o que pode acontecer com os dentes da criança, se ela continuar com o hábito. Os pais devem reforçar os ensinamentos, em casa.
- Durante a remoção da chupeta, pode haver a necessidade da criança ter um objeto de transição, que propicie aconchego e segurança, pode ser um brinquedo, por exemplo.
- Quando a decisão da remoção do hábito parte da criança, raramente haverá recaída.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Fernando Borba Araújo em Brasília “Abordagem Clínica Contemporânea na Cárie Dentária na Infância”






Estive em Brasília nos dias 08 e 09 de abril, onde participei do curso teórico prático com o Prof. Dr. Fernando Borba Araújo.

Durante o curso, o professor fez várias demonstrações de técnicas restauradoras e materiais, as quais pretendo realizar em meus pacientes, satisfazendo os pais e a criança. Não detalharei aqui, pois se trata de termos técnicos direcionados apenas aos profissionais.

Dr. Fernando nos deu uma excelente explanação relacionada à Técnica de Mínima Intervenção. De acordo com o professor, é desejável que se modifique o cenário atual em relação à cárie no Brasil. No entendimento do tratamento da lesão de cárie, quando indicado a invasão aos tecidos dentários, deverá ser proposta uma mínima invasão (diagnóstico é fundamental), maior preservação da estrutura dental, impacto funcional, estético e psicológico do paciente.

Segundo Dr. Fernando é indesejável que se mantenha os paradigmas da odontologia curativa entre os profissionais, e com isto, os seus impactos negativos na população.

O professor ressaltou ser inevitável que a prática clínica seja embasada na melhor evidência científica disponível, permitindo que os avanços científicos e tecnológicos interfiram numa prática clínica de verdadeira qualidade de Promoção da Saúde.

Como já venho afirmando há muitos anos, hoje a odontologia é preventiva e os tratamentos de mínima intervenção, preservando ao máximo a estrutura dental.

Admiro muito a união da Odontopediatria do Distrito Federal e agradeço as minhas amigas por esta oportunidade e troca de experiências.

Parabéns ao Prof. Fernando pela excelente aula.

Odete Fontes (presidente da ABO-DF), Liliane A. Narciso, Gabriela Lopes, Simone Otero, Cecília Abrahão e toda a equipe da ABO, parabéns pelo evento. Foi tudo perfeito!!!