terça-feira, 13 de janeiro de 2015

33° Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo



Em todo janeiro a classe odontológica tem um dos maiores e mais respeitados eventos: o CIOSP Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo. Com a participação de aproximadamente 60 mil congressistas, o evento reúne ministradores nacionais e internacionais, que abordam temas de grande relevância clínica. É uma oportunidade única de atualização nas diversas especialidades da odontologia com sua programação diversificada.

Durante o evento também ocorre uma das feiras mais importantes do mundo, a FIOSP, com a participação de mais de 200 expositores nacionais e internacionais. Estará exposto o que há de mais novo em equipamentos, materiais odontológicos e tecnologia.

Estarão presentes autoridades políticas e as principais lideranças da odontologia atual. Esse ano acontece, paralelo ao CIOSP, o “1° Congresso de Estética Orofacial”, “Congresso Internacional de Laser das Divisões da World Federation for Laser in Dentistry” e o “ 3° Encontro Nacional de técnicos de ASB( Auxiliares em Saúde Bucal) e TSB( Técnico em Saúde Bucal).”


Entre os dias 22 e 25, no Expo Center Norte, a classe odontológica tem um encontro marcado, o CIOSP. O melhor local para discussão de protocolos baseados em evidências científicas. Nos encontramos lá.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Feliz Natal! Feliz Ano Novo!



“Para ganhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.” - Carlos Drummond de Andrade


E lá se vai mais um ano. E eu tenho muito a agradecer.
Agradecer a Deus por me dar saúde e poder exercer a odontopediatria, profissão que me realiza.
Agradecer por ter tido a oportunidade de atender tantos pequenos, e outros não tão pequenos, durante o ano e por toda a alegria que me proporcionaram.
Agradecer aos pais pela confiança depositada em mim. Vocês são peça chave para conseguirmos uma Geração sem Cáries.
Agradecer pela família que tenho, com a qual posso contar nos momentos mais difíceis. Isso me dá um conforto muito grande. Em especial ao meu marido, meu filho e meus pais, que estão sempre me apoiando.
Agradecer por novos amigos que fiz durante o ano e pelos velhos amigos que sempre me divertem e ajudam.
Agradeço a minha equipe de trabalho que é fundamental no meu dia a dia no consultório. A equipe da Pericoco Comunicação e Ideias que está desenvolvendo o site do Geração sem Cáries.
Agradeço a oportunidade de ter participado de tantos congressos voltados para odontopediatria  e trazer o melhor para os meus pequenos.
Agradeço por ter encontrado uma turminha maravilhosa (minhas vizinhas e a Assessoria Esportiva) que me colocou para praticar exercícios. Como tem me feito bem.
Olhem só, eu pensei que 2014 não tinha sido um ano bom para mim. Quando parei para agradecer percebi o quanto fui privilegiada esse ano.
Que Deus os abençoe ! Que o novo ano seja do bem... do próximo... da lealdade... da amizade... da felicidade... da sustentabilidade... da justiça... da fraternidade...
Que todos nós façamos a diferença em 2015. Desperte o Novo Ano que está dentro de você.
Voltaremos a nos encontrar no ano que está chegando.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Traumatismo dentário em crianças requer 'sangue frio' dos pais

Matéria publicada no Jornal Diário da Região em 19 de Novembro de 2014.
Por Juliana Ribeiro.
Clique aqui para ver no Diarioweb

Quem tem criança sabe o quanto é comum os pequenos levarem alguns tombos enquanto estão aprendendo a andar. Assim que dão os primeiros passos, sentem-se capazes de sair correndo e, entre uma queda e outra, podem bater os dentes. É nesse momento que muitos pais entram em pânico. Quando a criança cai e bate a boca, ela pode sofrer um traumatismo dentário, e o dente sair por inteiro ou ficar mole dentro da boca. Além da dor e do susto, é normal sangrar, cenário que deixa todo mundo assustado. 

Mas antes de entrarem em pânico, os pais devem dar atenção a certos cuidados. Para a odontopediatra Ana Rosa Kuymjian Albieri, a primeira coisa que os pais podem fazer é uma compressa com pano limpo e, em seguida, procurar um dentista, que é o profissional habilitado para realizar o exame clínico e radiográfico. "Se isso acontecer com um dente de leite (dentição decídua), na minha opinião, ele não deve ser recolocado no lugar se a remoção foi completa", explica. Ainda de acordo com a especialista, quando o dentinho de leite sai da boca devido a um trauma, ao tentar recolocá-lo no lugar, podemos encostar sua raiz na coroa do dente permanente em desenvolvimento e, desta forma, causar algum dano quando esse dente irromper.

"Com a radiografia em mãos, o dentista irá verificar se o dente permanente continua na posição correta e também se não ficou nenhum pedacinho do dente de leite no local. Caso o traumatismo dental atinja um dente permanente, o cuidado inicial é o mesmo, porém, é importante procurar o dente perdido. Esteja atento para não segurá-lo pela raiz, e sim pela coroa (as fibras do ligamento periodontal são muito sensíveis e devemos preservá-la para um resultado melhor). Lave em água corrente ou em soro fisiológico, sem esfregar, para retirar a sujeira. você pode tentar colocá-lo no local, para que fique protegido até chegar ao dentista. Se não conseguir, leve-o em um recipiente contendo leite. Se não tiver leite, guarde-o dentro da boca, entre a bochecha e os dentes: a saliva é o melhor meio de conservação em uma situação como essa", ensina. Outro alerta importante é não esperar mais de 30 minutos para procurar um especialista. Quanto antes o paciente for atendido, maior é a chance de reimplantar o dente. "O tempo que o dente permanente fica fora da boca deve ser o mínimo possível, pois as chances de reimplante diminuem com o passar do tempo. O profissional habilitado dará continuidade ao tratamento, de acordo com a resposta do dente ao processo de reimplante", alerta Ana Rosa. 


O melhor é manter a calma 

Antonio José Gracindo, pai do pequeno Pedro, de 4 anos, conta que aos 3 anos o filho veio correndo ao seu encontro quando tropeçou e bateu a boca em um degrau. "Na hora, além do dente ter voado, saía muito sangue da boca e do nariz. Ele chorava demais, o que não ajudava a ver o que realmente tinha acontecido. Eu e minha esposa conseguimos lavar o rosto dele e corremos para um dentista. Um dos dentes saiu inteiro o outro quebrou. Na hora o dentista fez uma radiografia e, como não sabíamos como preservar o dente, no susto saímos correndo para o primeiro dentista, sem ligar para saber a melhor forma de proceder, e não foi possível reimplantá-lo." 

O dente que quebrou foi tratado e refeito com resina; já o que caiu, a família está fazendo acompanhamento para ter certeza de que, mesmo com o trauma, o dente permanente irá nascer normalmente. "Por enquanto, tudo parece estar normal. Só faz 4 meses do ocorrido. Vamos aguardar para ver quais os procedimentos que teremos de tomar daqui para frente", diz o pai. Para o cirurgião dentista Leandro Moreira Tempest, mestre em diagnóstico bucal do curso de odontologia da Unorp, o sangramento abundante é normal e pode estar associado a cortes nos lábios, bochecha e pele. 

"O melhor a fazer é manter a calma e, em um primeiro momento, tentar estancar o sangue com uma fralda limpa ou uma toalha. Se o sangramento parar, pode-se lavar a área com água e sabão e, após isso, procurar pronto atendimento. Procure no local possíveis fragmentos ósseos ou dentários e leve-os consigo", explica. Ainda de acordo com Tempest, na maior parte dos casos de avulsão de dentes permanentes, sim, é possível recuperar; já com os dentes de leite, há algumas restrições, como a localização do dente permanente no interior do alvéolo, o que pode tornar contraindicado o reimplante. "O mais importante é não ficar manipulando o dente com as mão sujas." 


Após o trauma, como proceder 

A odontopediatra Ana Rosa Kuymjian Albieri explica que, "dependendo da gravidade do trauma, há necessidade de uso de medicamentos. Nos primeiros dias, é importante oferecer uma alimentação mais pastosa e líquida. O local deve estar sempre limpo, para evitar infecções, e o dentista deverá orientar os pais de como realizar essa limpeza." Ana Rosa ainda reforça que, se o dente lesionado for um dentinho anterior e a criança chupar chupeta e usar mamadeira, deve-se evitar o uso. "Para todos os tipos de trauma o paciente terá de ter acompanhamento, pois, em alguns casos, podemos ter complicações tardias, como a necessidade de se fazer tratamento de canal, correção ortodôntica, etc", diz. 


Diminua o risco 

Algumas atitudes por parte dos pais podem ajudar a prevenir as chances de acidente dentário com a criança? Para o cirurgião dentista Leandro Moreira Tempest, sim, algumas atitudes podem ajudar, como: estabelecer limites para a criança, ensiná-las disciplina e os perigos também. "Não deixe seu filho correndo solto pela casa, sem nenhum cuidador por perto. Cuidado com as cantoneiras de mesa, estantes, pias de cozinha e banheiro. O contato com outras crianças pode ser saudável, mas há um ditado que diz: 'Brincadeiras de mão acabam em choro', pois cotoveladas e cabeçadas podem acontecer", alerta. 


Cuide Bem 

:: Conscientize a família toda sobre a importância da escovação 
:: Escove os dentes sempre após as refeições principais e intermediárias (lanchinhos) 
:: Controle a ingestão de alimentos que contenham açúcar, mesmo aqueles que aparentemente não levem açúcar, como catchup e salgadinhos industrializados 
:: Vá ao dentista pelo menos duas vezes ao ano ou mais, dependendo do caso 

Fonte: Leandro Moreira Tempest, cirurgião dentista 



Outros tipos de trauma dentário 

Concussão 

:: É o tipo de traumatismo mais frequente na dentição decídua. Ocorre o rompimento de algumas fibras do ligamento periodontal, com pequenas áreas de hemorragia e edema. Não há sangramento visível, nem deslocamento ou mobilidade dental, e muitas vezes passa desapercebido pelos responsáveis 

:: Tratamento: não requer tratamento específico. Indicamos alimentação mais pastosa e líquida e 
limpeza da área afetada, de acordo com a indicação 
do profissional. Acompanhamento clínico e raio-X, 
quando necessário 

Subluxação 

:: Não há deslocamento do dente afetado, o que ocorre é o rompimento de um número maior de fibras do ligamento periodontal, aumentando as áreas de hemorragia e edema. Logo após o trauma, pode ser observado sangramento pelo sulco gengival. Pode haver uma leve mobilidade dental, que deve diminuir em uma a duas semanas. O dente pode escurecer. 

:: Tratamento: repouso da área (indicar alimentação mais pastosa e líquida para preservar a área afetada) e limpeza com orientação do profissional. De acordo com o grau de mobilidade, o profissional irá avaliar a necessidade ou não de se fazer a contenção do dentes afetados. Fazer acompanhamento clínico e raio-X 

Intrusão 

:: É o deslocamento do dente para dentro do seu alvéolo ósseo, com compressão das fibras do ligamento periodontal, e em alguns casos ocorre fratura do osso alveolar. A intrusão pode ser parcial ou total, chegando a desaparecer totalmente a parte da coroa dental da cavidade bucal, dando a impressão de que o dente saiu da boca (avulsão) 

:: Tratamento: repouso e limpeza da área afetada. Acompanhamento clínico e com raio-X. Normalmente, o dente afetado tem capacidade de reerupção, principalmente o dente decíduo. A erupção inicial ocorre nos primeiros 15 dias, mas o aparecimento de toda a coroa na cavidade bucal pode demorar até 6 meses. Caso o dente tenha esmagado e inviabilizado um grande número de fibras do ligamento periodontal ou fraturado o osso alveolar, não será possível sua reerupção, sendo indicada a extração do dente 

Fonte: Ana Rosa Kuymjian Albieri, odontopediatra 




segunda-feira, 6 de outubro de 2014

CFO quer maior compromisso com a saúde bucal



Ao ler a revista do Conselho Federal de Odontologia (CFO), me interessei pelo texto do Ailton Diogo Morilhas Rodrigues, atual presidente da entidade. Ele relata que é um compromisso do CFO, zelar pela saúde bucal do brasileiro e valorizar a ética da profissão no país, aproximando profissionais e pacientes. O Conselho se preocupa em saber como as ações de saúde bucal chegam até a população e se esta usa esse seu direito público.
Pensando nisso o CFO encomendou uma pesquisa ao Datafolha sobre conhecimentos, hábitos e atitudes da população, para mapear o setor e conduzir projetos para políticas públicas específicas, na defesa do cidadão e dos profissionais. Ainda de acordo com Ailton, os dados levantados embasam um relatório de pleitos e recomendações da classe odontológica que serão entregues aos principais candidatos à Presidência da República, para o mandato 2015-2018.
Foram entrevistadas 2085 pessoas a partir dos 16 anos e economicamente ativas; de todos os níveis sociais e regiões do País. As entrevistas foram feitas em 133 municípios de grande, médio e pequeno porte, em cidades do interior e da regiões metropolitanas.
O cirurgião dentista ganhou em média nota nove (profissionais da rede pública ganharam nota 8,5 e os particulares 9,2) e é reconhecido como profissional importante para diminuir as dores de dentes da população, porém precisa de melhores condições para trabalhar, além de maior divulgação das políticas públicas existentes.
Segundo a pesquisa, o brasileiro sabe da importância de ir ao dentista, no entanto a falta de hábito dessa visita é maior entre os que têm renda familiar mensal de até dois salários mínimos. Com isso, constatamos a necessidade de programas públicos que atendam essa população de renda mais baixa. É preciso que se tenha a consciência de que todos podem fazer uso dos serviços públicos.
Também constatou-se que a maioria acha difícil utilizar o serviço público em caso de emergência, 66% declararam não conseguir atendimento público de urgência.  Outro fato que chamou a atenção é que 2/3 dos brasileiros adultos não estão cientes de que a legislação do país garante o atendimento a urgências odontológicas, prevenção, assistência e reabilitação da saúde bucal e, entre os que sabem, acham que esses direitos em relação à saúde bucal não são efetivamente atendidos.
Dos entrevistados que não estavam em tratamento, 68% afirmaram que vão ao dentista uma vez por ano, 11% declararam que não costumam ir ao dentista (os mais velhos, com ensino fundamental, menor renda, moradores do Nordeste e de cidades do interior). Somente 2% nunca foram ao dentista. Esse número foi considerado baixo porque a população entrevistada é composta de pessoas acima de 16 anos.
Segundo a pesquisa pode-se cogitar que durante o ano de 2013 e os cinco primeiros meses de 2014, 111 milhões de pessoas foram ao dentista. Destes, 70% utilizou o serviço particular e 28% o público.
Em relação aos procedimentos mais procurados no atendimento público: 33% para extração, 30% para limpeza, 27% para restauração e 4% tratamento de canal. No privado foram 40% para limpeza, 25% restauração, 17% extração e 12% tratamento de canal.
Dos entrevistados, 59% acham seu estado de saúde bucal ótimo ou bom. Neste número se encontram os mais jovens, mais escolarizados e das classes sociais mais altas. E 10% dos entrevistados acham a saúde bucal ruim ou péssima.
Foi constatado que um a cada quatro brasileiros iniciam um tratamento, mas não terminam. Nos serviços públicos apenas 6% fazem essa alegação e o maior problema o agendamento da consulta (23%). Já no serviço particular agendar consulta não é problema (2%), mas condições financeiras sim (23%). Mesmo com essas dificuldades, a pesquisa indica que 31 milhões de brasileiros estão realizando algum tipo de tratamento odontológico.
Em média 49% da população escova os dentes três vezes ao dia: 78% ao levantar, antes do café da manhã;,76% depois do almoço; e 61% antes de dormir. Com relação ao fio dental, 57% afirmaram usar sendo que: 30% usam mais de uma vez por dia e 17% uma vez ao dia. Os entrevistados com filhos de até 18 anos: 72% já foram ao dentista, sendo que 48% vão uma vez a cada seis meses.
Em relação ao Programa Brasil Sorridente, a maioria não conhece, e os que conhecem (44%), apenas 7% estão realmente bem informados. Há uma falta de divulgação do Programa, já que 55% dos entrevistados não sabem se ele existe na sua cidade e 33% afirmam não existir.
O Programa é uma grande benfeitoria para a população, trouxe grande avanço para saúde bucal, mas é preciso que mais pessoas saibam e tenham acesso a ele.  Apenas 15% já utilizaram os serviços e desses, 81% o avaliaram como bom ou ótimo.
De acordo com Morrilhas, saúde bucal pública é obrigação dos governos e prevista em leis. Com o resultado da pesquisa será editado um documento oficial, chamado “O que esperamos do próximo presidente”, como proposta da sociedade por meio da classe odontológica.

“A finalidade é mobilizar instituições, governos, sociedade e os que se empenham na realização de debates e ações políticas e sociais, nas esferas: social, comunicacional, política e profissional, para continuarmos o caminho de fazer chegar a todos os brasileiros seus direitos adquiridos pela cidadania. O CFO quer uma odontologia mais fortalecida e para isso irá gerar pautas no Congresso, junto aos órgãos públicos e da categoria, para colocar as ações do Conselho na agenda federa”, finaliza Morrilhas.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Estética nos dentes decíduos (de leite)



O último curso que assisti no ALOP 2014 foi com a Dra. Maria Salete. Quem é profissional da área odontológica sabe da importância que ela tem para a odontopediatria.
Neste evento, a Dra. Maria Salete nos presenteou com o tema “Estética nos Dentes Decíduos”. De acordo com ela, a criança de hoje também se preocupa com a estética. Além dos responsáveis estarem em busca de um sorriso aceito na sociedade, as crianças estão mais preocupadas também. Vale ressaltar, que a estética é individual. Às vezes o que está bom para um indivíduo, não está para outro.
Segundo a profissional, senso de beleza, refinamento, expressão, interpretação e experiência tornam o indivíduo original. O tratamento estético pode realçar a imagem física do paciente. O sorriso encanta e é uma qualidade para a aparência do indivíduo.
Durante sua palestra, a Dra. Maria Salete nos orientou em relação a manchas intrínsecas, manchas extrínsecas, facetas diretas em resina composta, coroas totais anteriores diretas e indiretas, próteses fixas, mantenedores de espaço e prótese total. Não entrarei em detalhe sobre cada tópico, por se tratar de assunto técnico e totalmente voltado para a odontopediatria.
Autora de diversos livros que são de grande valia para os profissionais da área, a importância da Dra. Maria Salete, para nossa odontopediatria, fica evidente pela forma como sua suas aulas são disputadas, pois ela tem o dom da palavra. É sempre muito bom ouvi-la. Me emocionei quando, ao final do curso, ela foi aplaudida por todos os participantes de pé, essa foi mais uma prova do carinho e respeito que todos tem por ela, e de sua importância para a odontopediatria.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Prevenção da Cárie em Odontopediatria – Riscos e Intervalo de Retorno

         

Dr. Fausto Mendes que entregou o certificado, ao lado dele a Dra. Denisse, 
e logo depois,Dra. Jenny

            “Prevenção da Cárie em Odontopediatria – Riscos e Intervalo de Retorno” foi o tema que mais me interessei o congresso ALOP 2014, pois a prevenção é o meu dia-a-dia no consultório. Meu maior desafio é conscientizar os pais da importância da prevenção, para a formação de uma geração sem cáries. Mesmo com todo avanço da odontologia preventiva e sua divulgação nos meios de comunicação, infelizmente ainda existem crianças com cárie. Eu acredito que isso se deve a fatores culturais e econômicos.
Segundo a Dra. Denisse Aguilar Galvez, do Peru, seria de grande importância o trabalho conjunto de ginecologista-pediatra-odontopeditra.
A prevenção deve se iniciar com a gestante. Os profissionais tem que mostrar à futura mamãe a importância de cuidar da sua saúde bucal e depois da boquinha do bebê. Devemos motivá-las a terem esses cuidados.
Para a mamãe são passados, além dos cuidados com a higiene bucal, os cuidados com o aleitamento materno, alimentação, uso da chupeta, mamadeira e tudo que interfira na saúde bucal do bebê.
De acordo com a Dra. Denisse, a prevenção tem como base a higiene bucal e o controle do biofilme (placa bacteriana). Como eu já escrevi diversas vezes no blog: a prevenção é simples, menos onerosa e é necessário disciplina por parte dos responsáveis para um resultado positivo.
Uma maneira de motivar os pais a cuidarem da boquinha de seus filhos é mostrar o biofilme (placa) que se forma no dentinho, e ensiná-los que esse é o início para formação da cárie. Portanto, é necessário uma boa escovação e uso do fio dental diariamente, para mantermos a saúde bucal.
A Dra. Jenny Abanto, que também ministrou a palestra sobre o tema acima, nos lembrou que a cárie é uma doença multifatorial. Todos os pacientes tem risco à cárie. É preciso fazer uma boa avaliação para determinar esse risco.
Segundo a Dra. Jenny, existe uma relação socioeconômica e de escolaridade dos pais, com os fatores de risco. O que significa que esse fator, que contribui para o aumento do risco e o aparecimento de novas lesões de cárie, ou o aumento das lesões já existentes, pode ser biológico e/ou social.
O consumo de açúcar é o maior problema para desenvolver a cárie, em pacientes que não estão expostos a aplicação de flúor. Segundo evidências científicas, sem o uso regular de dentifrícios fluoretados, uma desmineralização do esmalte ocorre com apenas três exposições diárias ao açúcar.
A Dra. Jenny relata que existe associação entre mãe e filho de transmissão do microrganismo da cárie, mas isso não quer dizer que a criança irá desenvolver a cárie. A microbiota cariogênica a criança adquire da mãe, babá, pai, amigos, enfim toda criança acabará tendo essa transmissão, faz parte da natureza do bebê. Mais importante do que a transmissão de microrganismo é a transmissão de hábitos de higiene e alimentação, que muitas vezes são incorretos.
A transmissão desses hábitos é que fará a diferença para que uma criança cresça sem cáries. O risco de cárie muda e a criança deve ser reavaliada a cada visita ao consultório. Vale ressaltar que o risco pode ser diferente, de uma criança para outra. Precisamos avaliar fatores biológicos e socioeconômicos.
O intervalo das prevenções será determinado com base no risco e atividades de cáries específicos de cada paciente, e de acordo com a experiência do profissional, finalizou a Dra. Jenny.